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segunda-feira, 28 de junho de 2010

Julho no Cineclube Nosso Tempo

 Cineclube Nosso Tempo vai comemorar as férias escolares e o meio ambiente.

Aproveitando o mês das férias o Cineclube Nosso Tempo irá realizar, excepcionalmente, sessões extras voltadas para o público infantil. Todas as quintas-feiras do mês, às 14h, exibiremos longas e  curtas metragens especialmente para este público. As crianças e seus pais serão benvindos, assim como os professores das escolas da região que quiserem levar seus alunos.

Já para lembrar o dia do meio-ambiente, comemorado em junho, o Cine Mais Cultura fez uma parceria com o Departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente - DEA/MMA. Por isso o Cineclube Nosso Tempo exibirá no horário das 19h30 filmes sobre o meio-ambiente, além de participar do Circuito Tela Verde 2010.

O Circuito Tela Verde é uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente (MMA) com apoio do Ministério da Cultura (MinC), que tem a finalidade de sensibilizar a sociedade para a questão ambiental. Serão exibidos, entre os meses de junho e julho,  51 filmes  dos mais variados tipos, com temáticas socioambientais, em 369 Cines Mais Cultura de todo o país.

O Cineclube Nosso Tempo será um deles. Fique de olho na nossa programação e participe.

A entrada é gratuita, chegue um pouco antes para garantir seu lugar.

domingo, 20 de junho de 2010

Dia 24 de junho no Cineclube Nosso Tempo

Curta: Mauro Shampoo - Jogador, cabelereiro e homem, de Leonardo Cunha Lima e Paulo Henrique Fontenelle, RJ, 2005, 20 min.
Sinopse: Mauro Shampoo, cabelereiro e ex-jogador de futebol, ficou famoso por jogar no Ibis Sport Club conhecido como o Pior Time de Futebol do Mundo.

Longa: Linha de passe, de Walter Salles e Daniela Thomas, Brasil, 2008, 113 min.
Sinopse: O filme conta a história de quatro irmãos que vivem na periferia de São Paulo. Com a ausência do pai, precisam lutar por seus sonhos. Reginaldo (Kaique de Jesus Santos), o mais novo, procura obstinadamente seu pai que nunca conheceu. Dario (Vinícius de Oliveira), prestes a completar 18 anos, sonha com uma carreira como jogador de futebol profissional. Dinho (José Geraldo Rodrigues), frentista em um posto de gasolina, busca na religião o refúgio para um passado obscuro. Dênis (João Baldasserini), o irmão mais velho, já é pai de um filho e ganha a vida como motoboy . No centro desta família está Cleuza (Sandra Corveloni), que, aos 42 anos, está grávida do quinto filho.

Endereço: Teatro Armando Gonzaga - AV. General Oswaldo Cordeiro de Faria, 511, Marechal Hermes. (Tel.: 2332-1040)
Horário: 19h30
Classificação Indicativa: 16 anos
Entrada franca

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Dia 17 de junho no Cineclube Nosso Tempo

Curta: Loucos de futebol, de Halder Gomes, CE, 2007, 22 min.
Sinopse: Um documentário que prova por a+b que futebol é muito mais do que 22 machos correndo atrás de uma bola.

Longa: Boleiros 2 - vencedores e vencidos, de Ugo Giorgetti, Brasil, 2006, 86 min.
Sinopse: O bar do Aurélio (Sílvio Luiz), reduto de boleiros famosos, está prestes a ser reinaugurado e acaba de ganhar um novo sócio, o herói do penta Marquinhos (José Trassi). O futebol é o tema central das conversas, que são resumidas em três histórias: a do falso argentino Rafael Benitez (Petrônio Gontijo); do misterioso Nestor (Walter Portella), que retornou recentemente do México e quer convencer a todos que foi um grande jogador; e do assistente-técnico Barbosa (Duda Mamberti), que tinha várias idéias na cabeça mas jamais conseguiu colocá-las em prática numa partida de futebol.


Endereço: Teatro Armando Gonzaga - AV. General Oswaldo Cordeiro de Faria, 511, Marechal Hermes. (Tel.: 2332-1040)
Horário: 19h30
Classificação Indicativa: 12 anos
Entrada franca

domingo, 6 de junho de 2010

Dia 10 de junho no Cineclube Nosso Tempo

Curta: Barbosa, de Ana Luiza Azevedo e Jorge Furtado, RS, 1988, 12 min.
Sinopse: Homem atormentado pela derrota da Seleção Brasileira de Futebol diante do Uruguai, na decisão da Copa do Mundo de Futebol de 1950, consegue voltar no tempo para tentar evitar a falha do goleiro Barbosa.
Longa: 1958: O ano em que o mundo descobriu o Brasil, de José Carlos Asberg, Brasil, 2008, 90 min.
Sinopse: A história do primeiro título mundial do futebol brasileiro contada pelos próprios protagonistas com depoimentos de: Didi, Zagallo, Nilton Santos, Zito, Dino, Pepe, Moacir, Djalma Santos, Mazolla e Indio.

Endereço: Teatro Armando Gonzaga - AV. General Oswaldo Cordeiro de Faria, 511, Marechal Hermes. (Tel.: 2332-1040)

Horário: 19h30
Classificação Indicativa: Livre
Entrada franca

sábado, 5 de junho de 2010

Dica de filme

Dia 05 de junho é o Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia.

Para comemorar esta data a Programadora Brasil sugere “Sangue e Suor: A Saga de Manaus”, do diretor Luiz de Miranda Corrêa. O documentário sobre a cidade de Manaus trata sobre a implantação de uma cidade europeia na floresta amazônica, as distorções de uma cultura alienígena que não respeitou a ecologia regional, a influência inglesa, os aventureiros da borracha e da Zona Franca.

Bom filme!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Dia 03 de junho no Cineclube Nosso Tempo

Boleiros, era uma vez o futebol, de Ugo Giorgetti. Duração 90min.
Sinopse:Num típico bar paulistano onde fotos de jogadores estão espalhadas pelas paredes, um grupo de homens tem algo em comum: todos são boleiros, profissionais e ex-profissionais do futebol. Eles costumam reunir-se ali para relembrar fatos e tecer comentários sobre jogos, atletas, times e juízes. Este é o ponto de partida de Boleiros, quinto longa-metragem de Ugo Giorgetti. Os ex-jogadores Naldinho (Flávio Migliaccio) e Otávio (Adriano Stuart) costumam encontrar-se todas as tardes com outros ex-atletas do esporte: Ari (João Acaiabe), Tito (Oswaldo Campozana), Juiz (Rogério Cardoso) e Mamamá (César Negro). Reunidos à mesa, eles alinhavam aqui e ali uma observação que os remete a algum caso curioso e inesquecível de que tiveram notícia. É assim, por exemplo, que se fala das peripécias de um juiz corrupto (Otávio Augusto), empenhado em fazer um time ganhar; do jogador Paulinho Majestade (Aldo Bueno), que anuncia a venda de troféus e medalhas porque está na miséria; do craque mirim (João Motta) que se envolve com marginais; de Azul (Cléber Colombo), autor do mais belo gol dos últimos tempos, alçado à condição de herói por uma noite; do atleta contundido (André Bicudo), que apela ao pai-de-santo para se curar; e do jogador metido a garanhão (Paulo Coronato), que tenta burlar a vigilância na concentração para conquistar uma sedutora hóspede do hotel (Marisa Orth) em que está o seu time. Ancorado numa nostalgia debochada, Giorgetti povoa o seu filme de personagens comuns, com episódios que algum dia já ouvimos a respeito de alguém. Faz isso com tamanha habilidade que acabamos nos convencendo de que todas as pessoas realmente têm uma história que vale a pena conhecer, só precisam aprender a contá-la.

Endereço: Teatro Armando Gonzaga - AV. General Oswaldo Cordeiro de Faria, 511, Marechal Hermes. (Tel.: 2332-1040)

Horário: 19h30

Classificação Indicativa: Livre

Entrada franca

terça-feira, 25 de maio de 2010

Dica de filme

No dia 25 de maio é o dia da indústria, máquina propulsora do desenvolvimento tecnológico e econômico de um país, retratada diversas vezes no cinema. A Programadora Brasil selecionou entre seu acervo algumas sugestões para esta data.

O documentário “Chapeleiros” de Adrian Cooper, filmado em Campinas, numa fábrica de chapéus, focaliza as relações de trabalho de maneira poética e particular para a filmografia nacional dedicada ao movimento operário.
Classificação indicativa: Livre

O documentário “Arraial do Cabo”, de Mario Carneiro e Paulo César Saraceni mostra as transformações sociais e as interferências nas formas primitivas de vida de pescadores do vilarejo de Arraial do Cabo, no litoral do Estado do Rio de Janeiro. Os modos tradicionais de produção se chocam com os problemas da industrialização.
Classificação indicativa: Livre

A ficção “São Paulo Sociedade Anônima”, de Luiz Sérgio Person, é um grande painel sobre o impacto das transformações sociais e econômicas na cidade de São Paulo provocadas pelo surto da implantação da indústria automobilística no Brasil, sob a ótica de um indivíduo em ascensão. Após casar-se, ter amantes e progredir socialmente, unindo-se a um empresário do setor automobilístico, ele entra em crise e tenta abandonar sua carreira e sua vida conjugal.
Classificação indicativa: 12 anos

O documentário “Delmiro Gouveia: O Homem e a Terra”, de Geraldo Sarno, aborda aspectos da vida e obra do nordestino Delmiro Augusto da Cruz Gouveia, natural do Ceará. Seu trabalho é pioneiro em Alagoas, iniciando a revolução industrial e hidráulica, ou planificando a eletrificação da região com o aproveitamento da força motriz da Cachoeira de Paulo Afonso.
Classificação indicativa: 12 anos


Aproveitem e boa diversão!

domingo, 23 de maio de 2010

Dia 27 de maio no Cineclube Nosso Tempo

Curta: BMW Vermelho, de Reinaldo Pinheiro e Edu Ramos (2001).Duração: 22 min
Sinopse:Um operário desempregado, morador de uma favela em São Paulo, ganha um carro importado num concurso: um BMW vermelho, zero quilômetro. Sua vida, que já era difícil, fica ainda mais complicada.

Longa: Diários de Motocicleta, de Walter Salles. Com Gael García Bernal , Susana Lanteri , Mía Maestro , Mercedes Morán , Jean Pierre Nohen Duração: 128 min
Sinopse: Che Guevara (Gael García Bernal) era um jovem estudante de Medicana que, em 1952, decide viajar pela América do Sul com seu amigo Alberto Granado (Rodrigo de la Serna). A viagem é realizada em uma moto, que acaba quebrando após 8 meses. Eles então passam a seguir viagem através de caronas e caminhadas, sempre conhecendo novos lugares. Porém, quando chegam a Machu Pichu, a dupla conhece uma colônia de leprosos e passam a questionar a validade do progresso econômico da região, que privilegia apenas uma pequena parte da população.

Endereço: Teatro Armando Gonzaga - AV. General Oswaldo Cordeiro de Faria, 511, Marechal Hermes. (Tel.: 2332-1040)
Horário: 19h30

Classificação Indicativa: 14 anos
Entrada franca

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Dica de filme

O dia 21 de maio é o Dia da Língua Nacional. A utilização da língua nacional corresponde a um direito fundamental das pessoas que integram qualquer comunidade nacional. No cinema, é possível acompanhar ao longo dos anos a mudança da linguagem oral. 

Para esta data o Cineclube Nosso Tempo e a Programadora Brasil indicam o documentário “Assaltaram a Gramática”, de Ana Maria Magalhães. Antecipando a linguagem do videoclipe o documentário traça o perfil dos poetas Francisco Alvim, Paulo Leminski, Waly Salomão e Chacal por meio de poemas e textos expressivos, apresentando-os de forma ficcional e performática.

Bom filme!

domingo, 16 de maio de 2010

Dia 20 de maio no Cineclube Nosso Tempo

Média: O Último raio de sol, de Bruno Torres (2004).
Duração: 22 min
Sinopse:Dois jovens de classe alta brasiliense viajam à Chapada dos Veadeiros e, no caminho, se divertem ameaçando e humilhando pessoas que pedem carona na estrada. Tratando de temas como impunidade, violência e preconceito, o filme fala de como uma atitude inconseqüente pode resultar num final inesperado. Livre adaptação de uma história verídica.

Longa: O Rap do Pequeno Príncipe contra as almas sebosas, de Marcelo Luna e Paulo Caldas. Com Helinho "Pequeno Príncipe", Garnizé, Zé Brown, Tiger, Massacre, Garnizé e Oni (Faces do Subúrbio) e Racionais MC Depoimentos : Hélio José Muniz Filho Alexandre Garnizé D. Maria João Veiga Filho - delegado Zé Brown, Tiger, Massacre, Garnizé e Oni - Faces do Subúrbio Annaclarice Almeida - repórter fotográfica Eduardo Trindade - advogado Josley Cardinot - radialista Paulo Roberto de Souza Vera Lúcia Alves de Souza Mano Brown - Racionais MCs William - Racionais MCs
Duração: 75 min
Sinopse: Dois personagens reais, Helinho e Garnizé, formam o eixo do documentário. Helinho, justiceiro, 21 anos, conhecido na comunidade como O Pequeno Príncipe, é acusado de matar 65 bandidos no município de Camaragibe (PE) e em bairros de subúrbio. Garnizé, músico, 26 anos, componente da banda de rap Faces do Subúrbio, militante político e líder comunitário em Camaragibe, usa a cultura para enfrentar a difícil sobrevivência na área. Dois jovens de uma mesma periferia, duas vidas cruzadas pelo mesmo tema: a violência urbana.

Endereço: Teatro Armando Gonzaga - AV. General Oswaldo Cordeiro de Faria, 511, Marechal Hermes. (Tel.: 2332-1040)

Horário: 19h30
Classificação Indicativa: 14 anos

Entrada Franca

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Dica de filme

A Abolição da Escravatura, ocorrida em 13 de maio, é um fato histórico que foi amplamente abordado dentro do cinema nacional, desde os fatos que culminaram com a Abolição da Escravatura até as consequências deste ato. 

Sobre esse tema o Cineclube Nosso Tempo e a Programadora Brasil indicam o longa-metragem “Vida de Menina”, de Helena Solberg. O filme acompanha três anos (1893-1895) da vida da adolescente Helena em um momento crítico, quando começa a lutar para conquistar sua liberdade e integridade. Tendo como pano de fundo um Brasil que acaba de abolir a escravatura e proclamar a República, a jovem começa a escrever o seu diário, revelando seu universo e um país que adolesce junto com ela.


domingo, 9 de maio de 2010

Dia 13 de maio no Cineclube Noso Tempo

Curta: Passageiros, de Carlos Gerbase (1987). Duração 09 min.
Sinopse: Um assaltante típico. Um típico motorista de táxi. Um trajeto típico pela noite de Porto Alegre, da estação rodoviária até uma rua deserta. Mas, na hora do assalto, o motorista não reage como deveria. Enquanto isso, na TV, o ministro da justiça discursa contra a violência.


Longa: De passagem, de Ricardo Elias. Com Silvio Guindane, Fabio Nepô, Lohan Brandão, Glennys Rafael, Paulo Igor, Mariana Loureiro e Francisca Queiroz.  
Duração: 85 min.
Sinopse: De Passagem entrelaça dois momentos bem distintos e marcantes na vida de três jovens da periferia paulistana. Jeferson e Washington são irmãos e amigos de Kennedy desde crianças. Quando crescem Jeferson entra no colégio militar no Rio de Janeiro e Washigton e Kennedy entram para o tráfico de drogas. Após receber a notícia da morte de Washington, Jeferson volta a São Paulo e juntamente com Kennedy sai numa viagem pela cidade procurando o corpo de Washington. Nessa viagem Jeferson e Kennedy lembram um acontecimento importante do passado.

Endereço: Teatro Armando Gonzaga - AV. General Oswaldo Cordeiro de Faria, 511, Marechal Hermes. (Tel.: 2332-1040)


Horário: 19h30
Classificação Indicativa: 12 anos
Entrada Franca

domingo, 2 de maio de 2010

06 de Maio no Cineclube Nosso Tempo

Mina de fé, de Luciana Bezerra (2003) Duração: 15 minutos
Sinopse: A vida de uma jovem pode ser realmente difícil quando seu amor é o chefe do tráfico. Assim é Silvana.


Cafuné, de Bruno Vianna. Com Priscila Assum, Lúcio Andrey, Dilma Lóes, Carlo Mossy, Roberto Maya, Daniel Archângelo, Ana Kutner, Pedro Di Monteiro, Alice Gomes, Tessy Callado, Branca Messina, Thiaré Maya, Pierre dos Santos, Ricardo de Mello, Ângela, Luiz Carlos Ribeiro Seichas, Rena
Duração: 73 min
Sinopse: Ambientado no Rio de Janeiro, Cafuné conta a história do amor entre dois jovens de diferentes classes sociais. marquinhos, morador da Favela da Rocinha, conhece Débora, uma jovem da classe média alta. Quando a relação se torna séria, os dois se deparam com a vida adulta e precisam enfrentar todo o tipo de dificuldades para continuarem juntos.

Assista o clipe no youtube
http://www.youtube.com/watch?v=I56cPk-jEFM

Endereço: Teatro Armando Gonzaga - AV. General Oswaldo Cordeiro de Faria, 511, Marechal Hermes. (Tel.: 2332-1040)

Horário: 19h30
Classificação Indicativa: 16 anos
Entrada Franca

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Crítica de "A origem dos bebês segundo Kiki Cavalcante" e de "Durval Discos"

IMUNIZAÇÃO (IR)RACIONAL
Rodrigo de Oliveira
Em A origem dos bebês segundo Kiki Cavalcanti somos apresentados a Kiki Cavalcanti, uma criança encantadora e sobre a qual é impossível ter qualquer controle. Criada num ambiente atribulado devido às constantes brigas dos pais e à ascendência do irmão endiabrado, Kiki trabalha dentro de si essas influências e ali, em sua cabeça explodindo de conexões cuja lógica é toda particular, temos entrada proibida (ainda que Anna Muylaert sempre insista, e muito bem, no contato com o imaginário infantil. Basta olhar seu trabalho na criação de séries como No mundo da lua, Castelo rá-tim-bum ou Um menino muito maluquinho). O que podemos ver são as manifestações do contato de Kiki com o mundo, e sua teoria torta, mas justificada pelas confusões familiares, sobre o nascimento dos bebês. Kiki sustenta um paradoxo fundamental: mantém a visão inocente da infância, mas já está completamente contaminada pelos símbolos da violência.

Sete anos depois, Anna Muylaert retorna à Kiki, e mesmo que seja interpretada por outra atriz-mirim e tenha um sobrenome diferente, a menininha de Durval discos carrega a mesma presença simbólica de antes. É uma questão de confronto de mundos. Primeiro há a vivência estática de Durval e Dona Carmita. O começo do filme nos apresenta esta velha casa paulistana e sua loja de discos como um ambiente analógico que resiste à crescente digitalização ao seu redor. Mas ainda existe o "ao redor", ainda mantém-se um contato com o lado de fora, para o qual Durval e a mãe são perfeitas antíteses. O rigor formal é absoluto: longos planos de câmera parada, estabelecendo a imutabilidade atroz daquela existência (é a mãe assentada na velhice, o filho velho-garoto preso a ela, os flertes com a vizinha que nunca passarão disso). Kiki, esta força que não se controla, que encerra em si a inocência e a violência, chega para mover a vida e, eventualmente, mover a câmera. Uma seqüência simples de conversa na sala ganha fluência pela simples presença da menina: um rodopio em torno da mesa, que empurra Durval e Dona Carmita para os cantos e coloca Kiki no centro deste novo universo criado por ela.

Kiki olha para meia dúzia de ratos de esgoto e diz: "Olha, o Mickey!". Ela é capaz de assimilar qualquer estranheza e transformá-la em doce loucura. Sua presença isolará definitivamente a casa do mundo exterior (e se houver uma incursão por ele, digamos, pelo trânsito caótico de São Paulo, só se for a bordo de uma charrete).
Num filme musical como este, as canções são mais que preenchimento de fundo. No passeio de bicicleta pela casa, cena que equilibra a candura de Kiki com a memória de um passeio similar, do menino aterrorizado em O Iluminado, de Stanley Kubrick, Durval coloca uma música do disco Tim Maia racional. A questão parece bem essa: a tentativa de racionalização (um plano para chamar a polícia) não esconde a irracionalidade latente em todo o projeto (um cavalo no quarto, uma arma, uma parede ensangüentada). Kiki é agente dessa lógica distorcida, e nem Durval, nem Dona Carmita, nem mesmo o próprio filme estão imunes a isso.

Passado todo o pequeno épico buñueliano que se arma dentro da casa, Durval toma tempo para ouvir uma última música antes de abrir novamente as janelas para o mundo. E toca London, London, na voz de Gal Costa. Se a criança é sempre uma caixa de mistérios, e se contra a loucura de sua mãe não há mais o que fazer a não ser se desesperar, a saída é mesmo o exílio emulado por Caetano. Só assim, talvez, Durval consiga se integrar ao que acontece lá fora. Só assim, talvez, ele consiga se misturar aos signos visuais da cidade, como na seqüência de créditos iniciais em que os nomes dos realizadores aparecem misturados a placas e anúncios de rua. Durval briga, no fundo, pelo direito de fazer parte de loucuras mais saudáveis que aquelas de sua pequena e febril loja de discos. Briga pelo direito de exilar-se no mundo real.

*Rodrigo de Oliveira é crítico de cinema, redator e co-editor da Revista Contracampo e colunista do jornal capixaba Século Diário.

DURVAL DISCOS - No Cineclube Nosso Tempo - Quinta-Feira dia 8/4/2010

terça-feira, 6 de abril de 2010

ABRIL NO CINECLUBE NOSSO TEMPO - Filmes com temas jovens e Mostra do Filme Livre

Neste mês de abril o Cineclube Nosso Tempo se dedica aos dilemas e histórias do delicado período de passagem da infância para a vida adulta e exibe filmes que mostrem, com sensibilidade, os pequenos rituais da vida adolescente e a importância desta fase da vida na formação de um indivíduo.

Ainda neste mês, o Cineclube Nosso Tempo também participa da nona edição da Mostra do Filme Livre (MFL) realizada pelo CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) anualmente e que este ano contará com a participação de alguns cineclubes do Rio de Janeiro.
Não deixem de prestigiar o Cinelube Nosso Tempo na mostra nas duas últimas semanas de abril.


Hoje, dia 01/04, o Cineclube Nosso Tempo apresenta o curta "O diário aberto de R." e o filme Houve uma vez dois verões.


Sinopse:
Houve uma vez dois verões
Chico, adolescente em férias na maior e pior praia do mundo, encontra Roza num fliperama e se apaixona. Transam na primeira noite, mas ela some. Ao lado de seu amigo Juca, Chico procura Roza pela praia, em vão. Só mais tarde, já de volta a Porto Alegre e às aulas de química orgânica, é que ele vai reencontrála. Chico quer conversar sobre aquela noite, mas Roza conta que está grávida. Até o próximo verão, ela ainda vai entrar e sair muitas vezes da vida dele.
Não Percam!

Local: Teatro Armando Gonzaga - AV. General Oswaldo Cordeiro de Faria, 511, Mal Hermes. (Tel.: 2332-1040)

Horário: 19h30

Classificação Indicativa: 12 anos
Entrada Franca

Ajude a divulgar esta iniciativa!

Equipe Cineclube Nosso Tempo

terça-feira, 16 de março de 2010

ONG Cidadania Em Movimento exibe “Hermeto Campeão”, documentário sobre o músico Hermeto Pascoal nesta quinta-feira, 18 de março


Em mais uma sessão gratuita do Cineclube Nosso Tempo, a ONG Cidadania Em Movimento exibe nessa quinta-feira, 18 de março, às 19h30min o documentário “Hermeto Campeão”, de Thomaz Farkas. A exibição acontece no Teatro Armando Gonzaga em Marechal Hermes/RJ e o filme mostra a inspiração do músico Hermeto Pascoal ao compor em seu estúdio particular na zona oeste carioca.

Rodado no ano de 1981 o filme “Hermeto Campeão”, faturou os prêmios de Melhor Roteiro pela Comissão de Cinema, Melhor Roteiro no Festival de Gramado, em 1982, e Melhor Documentário na Jornada Brasileira de Curta-metragem. Antes do filme o curta documentário: “Carioca, Suburbano, Mulato, Malandro - João Nogueira” de Jom Tob Azulay
.

Serviço:
CINECLUBE NOSSO TEMPO APRESENTA

Filme: Hermeto Campeão
Curta: Carioca, suburbano, mulato, malandro – João Nogueira
Local: O Teatro Armando Gonzaga fica na Av. General Osvaldo Cordeiro de Faria, 511 – Marechal Hermes/RJ - Tel. (21) 2332-1040. Censura Livre.
Contatos:
Cineclube Nosso Tempo
- nossotempocine@yahoo.com.br
Cidadania em Movimento - cidadaniaemmovimento@yahoo.com.br

CINEMA - CINECLUBE NOSSO TEMPO - TODAS AS QUINTAS-FEIRAS DO MÊS DE MARÇO às 19H30MIN - ENTRADA FRANCA